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Pólen em esqueleto sugere que neandertais enterravam mortos com flores

A Caverna Shanidar foi escavada na década de 1950, quando o arqueólogo Ralph Solecki descobriu restos parciais de dez homens, mulheres e crianças neandertais. Alguns estavam agrupados, e um deles tinha pólen ao redor do esqueleto. Segundo Solecki, isso mostra que os neandertais enterravam seus mortos e realizavam ritos funerários com flores. O fato levou o público a reavaliar a espécie,  que antes era considerada tola e animalesca.


Quatro dos neandertais, incluindo o "enterro de flores" e a última descoberta, formaram o que os pesquisadores descrevem como um "conjunto único". Isso levanta a hipótese de que os neandertais estavam retornando ao mesmo local dentro da caverna para enterrar seus mortos. Uma rocha proeminente ao lado da cabeça de Shanidar Z pode ter sido usada como um marcador para que os neandertais depositassem repetidamente seus mortos, embora seja difícil determinar se o tempo entre as mortes foi de semanas, décadas ou mesmo séculos.


"Nos últimos anos, vimos evidências crescentes de que os neandertais eram mais sofisticados do que se pensava, desde marcas nas cavernas até o uso de conchas decorativas e garras. Se eles usassem a caverna Shanidar como um local de memória para o enterro ou outros rituais funerários, isso sugeriria uma complexidade cultural de alta ordem", finaliza Pomeroy.


Descoberta foi feita com fósseis da caverna de Shanidar, sítio arqueológico do Curdistão iraquiano, e dá pistas sobre a complexidade e sofisticação da subestimada espécie.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

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