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Plataforma NP3 promete identificar de forma rápida produtos naturais bioativos

Encontrar moléculas na natureza que levem à produção de novos fármacos é cada vez mais urgente. Desde a década de 60, o auge dos medicamentos naturais, estas descobertas estão praticamente estagnadas por conta das dificuldades envolvidas. “Em uma imensidão de moléculas, achar aquela que tem a atividade biológica que vai ser o princípio ativo do remédio é como buscar uma agulha no palheiro”, compara Trivella.

Isso fez com que, nos anos 80, a indústria começasse a buscar outras formas de produzir remédios. Nesse período, evoluiu a síntese química: a criação de moléculas em laboratório. Ainda assim, o desempenho é incomparável. “Vimos que as moléculas naturais trazem mais inovação. De todos os medicamentos aprovados, 65% são originados a partir delas.”


Trivella explica que essas moléculas são mais complexas, tridimensionais, e não estão ali por acaso. Na natureza, elas existem por alguma razão ecológica, ou seja, para ter uma ação em organismos vivos. As moléculas naturais têm, por exemplo, uma ação otimizada de bloqueio às proteínas, que são as responsáveis por boa parte das doenças – geralmente porque estão em uma quantidade excessiva ou atuando fora de sua função usual.


A maioria dos antibióticos, que revolucionaram a medicina e aumentaram a longevidade em meados do século passado, tem como princípio ativo as moléculas naturais. A penicilina, por exemplo, o primeiro antibiótico do mundo, descoberto por Alexander Fleming em 1928, é produzida por um fungo. A produção de novas classes desses medicamentos, no entanto, está estagnada: nos últimos 20 anos, apenas três novos antibióticos foram desenvolvidos.



Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

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