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Tesouro perdido: Extinção de plantas supera a de animais

A maioria das pessoas pode citar o nome de um mamífero ou de uma ave que se extinguiu nos últimos séculos, mas poucas podem dar o nome de uma planta extinta.” A frase, tão chamativa quanto incomum para um artigo científico, abre o resumo de um estudo que cinco pesquisadores publicaram em junho na revista britânica Nature Ecology & Evolution. Trata-se do mais completo levantamento sobre o sumiço de plantas com sementes na Terra. A investigação constata que pelo menos 571 espécies vegetais desapareceram por completo da natureza desde a metade do século XVIII. O número supera largamente o de 217 mamíferos, anfíbios e aves que se extinguiram no mesmo período. Avencas, samambaias e outros tipos de plantas sem sementes, que se reproduzem por meio de esporos, não constam da pesquisa.

O levantamento recém-publicado considerou, assim, mais de 330 mil espécies de plantas com sementes descritas pela ciência desde Lineu, quando teve início a Revolução Industrial. Uma das conclusões decorrentes da pesquisa é que a extinção vegetal se tornou mais rápida a partir do século XX. Se 256 espécies haviam desaparecido entre meados do século XVIII e o fim do XIX, outras 315 sumiram de 1900 a 2018. A rapidez da perda se deve principalmente à maior devastação de florestas e outros hábitats naturais pelos seres humanos.


O estado norte-americano do Havaí é o melhor exemplo dessa vulnerabilidade em ilhas. Lá houve 79 extinções – o que faz dele a área com maior número de plantas desaparecidas, segundo o estudo.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.



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