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Vegetarianos têm risco menor de doenças cardíacas, mas maior chance de sofrer um derrame

Seja qual for o motivo, muitas pessoas estão realizando dietas sem carne (ou com um consumo reduzido, como o reducitarianismo), e é importante saber quais são as consequências para a nossa saúde.

Foi pensando nisso que pesquisadores da Universidade de Oxford realizaram um estudo (publicado no periódico British Medical Journal) com mais de 48 mil adultos desde 1993 e que não tinham histórico de ataque cardíaco, derrame ou angina, doença que estreita as veias e artérias que levam o sangue ao coração. O resultado mostra que os vegetarianos têm um risco menor de desenvolver doenças cardíacas em relação aos que comem carne, mas um risco maior de sofrer um derrame.

Os que comiam peixe tiveram um risco 13% menor de doenças cardíacas do que os comedores de carne, enquanto os vegetarianos tiveram um risco 22% menor. No entanto, os vegetarianos tinham um risco 20% maior de sofrer um derrame do que os carnívoros. Não havia um efeito claro para os comedores de peixe.

Embora o estudo não prove que o consumo de carne ou o vegetarianismo esteja por trás das diferenças de risco, a pesquisadora Tammy Tong explica que a associação entre uma dieta vegetariana e uma doença cardíaca já foi observada em pesquisas anteriores. "Era provável que o menor risco, tanto em pessoas que comem peixe quanto em vegetarianos, estivesse relacionado ao fato de terem colesterol mais baixo, mas também um IMC menor, pressão arterial mais baixa e também uma taxa mais baixa de diabetes."

Tong sugeriu que uma razão pela qual os vegetarianos podem ter um risco maior de derrame pode ser devido a níveis mais baixos de colesterol, o que pode aumentar o risco de certos tipos de derrame.


Novo estudo analisa consequências para a saúde de uma dieta sem carne.

Clique aqui para ler a reportagem na íntegra.

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