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Guaco

Guaco

Nome:

Guaco

Nome científico:

Mikania glomerata Spreng. e Mikania laevigata Schu.Bip. ex Baker

Família:

Asteraceae

Origem:

planta nativa do Brasil

Partes usadas:

folhas

Usos populares:

tratamento de problemas respiratórios, expectorante

Composição química:

cumarina (1,2-benzopirona) [marcador químico da espécie], diterpenos (ácidos ent-caurenoicos), óleos essenciais

Farmacologia

A cumarina é a principal substância responsável pelas atividades farmacológicas, além de conferir o aroma adocicado característico dessas espécies. A cumarina é responsável pela atividade broncodilatadora através do relaxamento da musculatura lisa. Também apresenta atividade citotóxica, anti-HIV1 pela inibição da transcriptase reversa, antifúngica, inseticida, vasodilatadora coronariana através da inibição da cAMP-fosfodiesterase e anticoagulante, inibindo a formação de tromboxana nas plaquetas. Além do mais, a cumarina é capaz de inibir a migração de neutrófilos em processos inflamatórios. Este efeito anti-inflamatório pode estar relacionado à inibição da produção de citocinas pró-inflamatórias no local da inflamação.


Já os ácidos ent-caurenoicos destacam-se por suas ações farmacológicas anti-inflamatórias e expectorantes. Esses diterpenos parecem possuir ação antimicrobiana contra Staphylococcus aureus e S. epidermidis, além da atividade antifúngica, inibindo o crescimento de Candida albicans.

Podemos encontrar formulações derivadas das espécies M. glomerata e M. laevigata nas seguintes formas farmacêuticas: preparações extemporâneas (infusão), tintura e principalmente em xaropes, todas com indicação como expectorante.

Fontes

Gasparetto, J. C. et al. Mikania glomerata Spreng. e M. laevigata Sch. Bip. ex Baker, Asteraceae: estudos agronômicos, genéticos, morfoanatômicos, químicos, farmacológicos, toxicológicos e uso nos programas de fitoterapia do Brasil. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 20, n. 4, p. 627-640, 2010.

Czelusniak, K. E. et al. Farmacobotânica, fitoquímica e farmacologia do guaco: revisão considerando Mikania glomerata Sprengel e Mikania laevigata Schultz Bip. ex Baker. Revista Brasileira de Plantas Medicinais, v. 14, n. 2, p. 400-409, 2012.

Rocha, L. et al. Mikania glomerata Spreng: desenvolvimento de um produto fitoterápico. Revista Brasileira de Farmacognosia, v. 18, supl., p. 744-747, 2008.

Cíntia Alves de Araújo e Leopoldo C. Baratto

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